Resenha: O que faz o brasil, Brasil?

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Resenha do livro: O que faz o brasil, Brasil? 

Hígor de Souza Moura – hidesom@yahoo.com

Roberto da Matta, antropólogo que utiliza da identidade cultural brasileira sua base de estudo da antropologia social.

            Na primeira parte do livro, o autor explica o Brasil com “b” minúsculo que corresponde ao objeto, madeira e algo que não pode ser transformado e que morre com o tempo. Diferentemente o Brasil com “B” maiúsculo é a identidade de um povo brasileiro que seja pela sua identidade, cultura e crença, que permite um desenvolvimento analítico de estudo.

            O livro discute um Brasil adverso a questões envolvidas com a crença e formalidades históricas especificadas pelos ministérios de tecnocratas e ideólogos, mas considera as questões culturais: carnaval, pobreza estrutural e relações das variáveis da sociedade e da praticidade pretória do cotidiano. Dessa forma, é possível observar que a coletividade e interação entre os hábitos humanos e as formas universais que se organizam, é parte de propósito e servirão de ferramenta para a definição de um sistema.

            É possível classificar esse relacionamento como identidade social, que discute o que somos e por que somos, é importante saber sobre a construção da identidade social que pode ser feita de duas maneiras:

  • Utilizando dados precisos (quantitativos ou qualitativos): estatísticos demográficos e econômicos, dados do PIB / PNB, números de renda per capita e inflação que sempre assusta e apavora;
  • Dados relativos aos sistemas políticos e educacionais, para constatar que o Brasil não é aquele que esperamos.

Essa classificação permite construir uma identidade do Brasil de acordo com o Ocidente europeu. Ainda assim há a definição quantitativa que em dados coletivos os problemas são percebidos, por outro lado, por meio de dados qualitativos, origina-se a esperança de que podemos melhorar.

Nesse aspecto, o autor critica a separação das questões políticas e econômicas das relações familiares e pessoais. Propõe uma unificação dessas complexidades numa forma central de entendimento da sociedade brasileira. Exemplifica essa sociedade como uma moeda que tem dois lados a serem revelados realisticamente.

            Baseado na questão levantada pelo parágrafo anterior que a explicação é iniciada em torno da consideração de uma cidade brasileira genérica. Nesse caso, dois espaços sociais são divididos: o mundo da casa e o mundo da rua, onde o movimento, trabalho, surpresa e tentação estão presentes.

            A rua contrasta com a calma da casa por ser o lugar do movimento. A casa tem a tradição na sociedade brasileira de possuir valores morais significando uma totalidade além do significado de moradia. Nela realidades são dispostas numa personalidade coletiva criando uma fronteira entre as demais e particularizando as dimensões sociais.

            Mesmo com essa particularidade, os valores: honra, vergonha e respeito são pressupostos que os valores grupais determinam. Na nossa casa tudo é belo desde objetos até os desejos. A casa apesar de exclusiva (pessoas do mesmo sangue) também pode ser exclusiva quando partimos da aceitação de uma visita ou que algum parente distante divida um dos cômodos da casa.

OBS: Arquivo completo é só baixar no link no inicio do texto.

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